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Espaço da Amizade
ESPAÇO MEMÓRIA PDF Imprimir EMail
Escrito por victor cardoso   
Domingo, 28 Setembro 2008

ESPAÇO MEMÓRIA

Image here:Comendador Adolfo Roque (1934-2008)
Comendador Adolfo Roque (1934-2008)

Como aqui noticiámos, Barrô perdeu muito recentemente um dos seus mais ilustres filhos, e o maior benemérito das últimas décadas desta nossa terra: Comendador Eng. Adolfo da Cunha Nunes Roque. Inúmeras vezes, Adolfo Roque, fazia questão de dizer que era de Barrô e era a Barrô quem ele muito amava.Hoje abrimos aqui um espaço memória para todos aqueles que queiram testemunhar o apreço, a amizade e o sentir por este ilustre barroense que no dia 22 de Setembro de 2008 nos deixou de forma abrupta e dolorosa. Paz à sua alma e que a sua memória nos ajude a continuar a amar e a trabalhar pela terra que amamos  como ele nos ensinou a amar!

Testemunhos: Dr. Faria Gomes (aqui) -  Jaime Caldeira (aqui)

PODE ENVIAR O SEU TEXTO PARA: paroquia.barro@mail.com

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Última actualização ( Domingo, 28 Setembro 2008 )
 
MEMÓRIA A ADOLFO ROQUE DE Dr. FARIA GOMES PDF Imprimir EMail
Escrito por victor cardoso   
Domingo, 28 Setembro 2008

OITO DIAS DEPOIS…

“Não há melhor parente que Amigo fiel e prudente”

 

Em silêncio absoluto sofremos e acompanhámos a crueza da doença implacável que, em escassos dias, havia de levar mais um dos nossos melhores amigos.

Adolfo da Cunha Nunes Roque, para nós, ontem, hoje e sempre, o Adolfo que só agora conseguimos invocar.

Amélia Rica, minha avó paterna o “aparou” quando nós já íamos nos dois anos e meio. Marca o primeiro elo da nossa amizade. Sempre que vínhamos a Barrô por lá andávamos os dois, nas nossas traquinices de meninos já que as casas eram contíguas.

Estudámos juntos e juntos vivemos sempre que se proporcionavam as ocasiões e mais intensamente nas últimas décadas aquando da nossa fixação definitiva por terras barroenses/aguedenses.

Até que um dia, há muito pouco tempo, mesmo, ora teimando, ora duvidando, soubemos da realidade mórbida do seu estado, com um fim muito próximo previsível.

E finalmente trememos e sofremos, mais no fatídico dia 22 DE SETEMBRO DE 2008.

Partira o Adolfo! O terceiro amigo da nossa geração, em menos de um ano e a dilacerar-nos a alma.

Barrô estava mais pobre, o concelho, o país. Cremos mesmo que a maioria dos nossos conterrâneos não se deu conta ainda da sua perda; não se apercebeu bem da evolução que aquela pequenina aldeia viria a sofrer, como hoje é um facto bem visível e na qual a sua acção, no apoio e ajuda a tudo o que de bom e desejável fosse para o seu Barrô que tanto amava.

Evocá-lo não é fácil, mesmo servindo-nos de todo o nosso talento e arte, mas não trazê-lo à ribalta, sem qualquer embaraço ou dúvida, seria cobardia, seria trair a nossa Amizade e essa não é a nossa forma de estar.

Extremamente humano; cidadão e barroense impoluto; marido, pai e avô exemplar; amigo do seu amigo como só ele soube ser e cultivar; mentor e dedicado às instituições que abraçava; empresário por excelência, com sentido, determinação, saber e energia soube criar uma unidade industrial impar, na qualidade e projecção não só nacional como internacional.

Não temos dúvidas de que no zénite daquela empresa agiu sempre de dois princípios: O COMO, a sua preocupação constante na evolução fantástica da Revigrés e o porquê se algo não corria como O COMO havia desejado e projectado.

O sonho do Homem tornou-se assim realidade. O Homem partiu mas a sua obra fica. Ninguém jamais destruirá o binómio que o Homem e a Obra constituem.

Partiu o AMIGO a quem ninguém ouviu um queixume e que soube morrer com uma dignidade que só os eleitos sabem.

Que me resta? Recusar-me teimosamente aceitar que tenha partido, e dizer apenas: Adolfo, até breve meu bom Amigo.

                                                                                                                                  Faria Gomes

 

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MEMÓRIA A ADOLFO ROQUE DE JAIME CALDEIRA PDF Imprimir EMail
Escrito por victor cardoso   
Domingo, 28 Setembro 2008

BARRÔ PERDEU O SEU MAIOR DINAMIZADOR E UM DOS SEUS MAIS DEVOTADOS FILHOS

 

 

Com o desaparecimento do Comendador Eng.º Adolfo da Cunha Nunes Roque, Barrô perdeu o seu maior obreiro e impulsionador e um dos mais dedicados filhos.

É isso mesmo: um dos seus mais dedicados filhos, pois dificilmente alguém demonstrou, ao longo das últimas gerações, maior amor e dedicação à terra natal. Por ela, deixou outras rendosos empregos e actividades empresariais em locais com mais visibilidade nacional e, consequentemente, maior projecção do seu nome; por ela e para a ver dotada de quase tudo que lhe faltava a nível sociocultural, muito deu do seu esforço, da sua acção, da sua influência, do seu património; em suma de si mesmo.

Sem a sua liderança e empenhamento, Barrô teria as infraestruturas que hoje possui?

Vou relembrar algumas:

ABARCA (Creche, Jardim de Infância e ATL) – Havendo já 10.000 m2 de terreno, oferecidos pelo também benemérito barroense, Comendador António Soares de Almeida Roque, era preciso dar início à construção do edifício que albergasse aquelas valências. Para tanto, tornava-se imprescindível interessar pessoas, empresas, organismos, congregar muitos esforços, muitas verbas, quer através de programas oficiais de apoio, quer de iniciativas privadas.

É nessa difícil missão, que o Eng.º Adolfo Roque tem uma acção preponderante, enquanto presidente da Assembleia Geral da Instituição. Sem ela, as obras não se sabe quando seriam concluídas e postas ao serviço dos pequeninos utentes. Assim, foram-no em 9/2/89.

Dois anos depois da inauguração do edifício acima referido, foi dado por concluído outro bloco para albergar o Lar de Idosos, Centro de Saúde (Posto Médico) e Centro de Convívio (Bar). Também para a concretização deste empreendimento, a dinamização e apoio do Comendador Adolfo Roque foi decisiva.

PAVILHÃO POLIDESPORTIVO “ENG.º CARLOS MANUEL ROQUE” – Este complexo desportivo, também propriedade da ABARCA e inaugurado em 23 de Setembro de 1995, só se tornou realidade devido ao total empenhamento e colaboração financeira deste grande HOMEM que há dias deixou de estar entre nós.

CENTRO PAROQUIAL – A construção desta obra, que esteve envolta em acesa polémica no tempo do P.e António Tavares, só foi concluída com a chegada do P.e João Paulo Sarabando, e essa conclusão também só foi possível por influência, liderança e avultado contributo seu.

CENTRO CÍVICO E SOCIAL – Desde 29 de Junho de 2002 que os barroenses têm à sua disposição mais este complexo social da ABARCA. Sobre ele, o seu desenhador, Arq.º Tomás Taveira, afirmou ser “eventualmente a sua melhor obra” e isso porque o seu promotor – o agora saudoso Eng.º Adolfo Roque –, teve a “enormíssima paciência de lhe aturar todas as loucuras”.

O Secretário de Estado que se deslocou a Barrô para a inauguração deste edifício, também disse do Eng.º Roque, entre outras coisas: “vim aqui, antes de mais, homenagear um homem que esta comunidade conhece bem, pela dinâmica, pela capacidade, pela humanidade”.

Esta obra fantástica, que tem sido admirada por imensa gente que nos visita; que aqui tem trazido técnicos de arquitectura de vários pontos do país e até do estrangeiro e é o ex-libris da nossa terra, do nosso concelho e da região, ao seu dinamismo, ao seu espírito indomável e ao seu imenso amor à terra onde nasceu se deve. No dia da inauguração, ele disse que a obra custou 300 mil contos, com 43.000 contos de comparticipação do Estado e 28.500 contos da Câmara Municipal. O restante foi conseguido através de empresas (entre as quais se destacam, em primeiro lugar, a Revigrés, depois a Pavitecto, Guialmi e Ciaço) e particulares. O que ele, por modéstia, não disse, foi que nesses particulares se incluíam 10.000 contos que anos antes tinha oferecido e que foram acumulando juros no banco, e 50.000 contos do seguro de vida  de seu falecido filho, Eng.º Carlos Manuel Roque. Isto só para citar as mais avultadas, porque houve muitas outras, como por exemplo a doação de 5.500 m2 de terreno, que vieram aumentar o património imobiliário na zona envolvente da ABARCA.

ORFEÃO DE BARRÔ – Também foi uma iniciativa sua, para colmatar uma lacuna cultural de que há muitos anos Barrô carecia, o qual vinha financiando, desde a sua fundação, com capitais próprios e de amigos a quem os solicita

GRUPO DE TEATRO – Igualmente promoveu o ressurgimento desta actividade cultural, que, desde essa altura, tem levado à cena excelentes peças teatrais.

LIVRO “BARRÔ AO LONGO DOS TEMPOS” – Foi dele a ideia da publicação deste livro, para o qual deu todo o seu apoio e custeou a edição. Segundo disse no prefácio que escreveu e na cerimónia de apresentação do mesmo, a publicação desta obra “foi o concretizar de um sonho que há muito vinha acalentando”. Como seu autor, senti-me muito honrado por se ter lembrado de mim para tão difícil empreendimento.

Obrigado, grande amigo e que Deus lhe dê o lugar que merece na eternidade.

CORREIOS – Esta infraestrutura, uma velha aspiração da nossa terra, sucessivamente adiada, ao longo de anos e anos, e pela qual alguns bons barroenses tanto lutaram, no dia 29 de Junho de 2002, foi também inaugurada, e isso graças, mais uma vez, aos conhecimentos, influências e persistência do agora extinto.

IGREJA PAROQUIAL – Para o restauro da talha dourada do século XVII, pinturas e outros serviços de conservação deste antiquíssimo templo, assim como para o empedramento do adro, também foi o senhor Comendador quem mais se empenhou e mais contribuiu.

CASA DE REPOUSO DR. ANTÓMIO BREDA E LEA BREDA e UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS – Esta obra, construída nos terrenos doados à Misericórdia de Águeda pelos ilustres conterrâneos que lhe dão o nome, foi iniciativa da Mesa que antecedeu a de que o Eng.º Adolfo Roque era Provedor. Só que, o fim para que estava destinada não teve a aceitação que se esperava e, portanto, ali estava um investimento caríssimo, que bastante tinha endividado a Misericórdia, qual elefante branco, à espera de solução.

Com a entrada do Provedor, cuja morte agora choramos sentidamente, foi este capaz de resolver o problema, de modo a rentabilizar aquela excelente complexo social e acrescentar-lhe, através de protocolos assinados com os respectivos Ministérios, a Unidade de Cuidados Continuados

Esta casa é mais uma infraestrutura que orgulha Barrô, pois presta inestimáveis serviços à sua população, assim como às do concelho e do distrito, que se deve ao seu espírito activo e excelente capacidade de gestão.

Dos seus muitíssimos cargos que desempenhou em Instituições, Associações culturais, Organizações empresariais, universitárias, corporativas, etc., já foi falado no número anterior deste Semanário, de que também foi fundador.

 Não menos importante para Barrô do que o volumoso rol de acções, no campo sociocultural, de que só uma pequena parte aqui deixei expressa, foi a implementação da mundialmente conhecida empresa REVIGRÉS.

 Podia tê-la sediado numa grande cidade, mas não quis. Preferiu construi-la na pouco conhecida aldeia, que era a sua terra. Sendo esse o seu sonho, desde os tempos em que foi quadro superior na DIAMANG, em Angola, convidou um grupo de amigos para o ajudarem a concretizá-lo. Com a concordância de todos, ele seria o administrador dessa unidade fabril.

Assim, sob a sua rigorosa e profícua gestão, a Revigrés prosperou e tornou-se uma empresa altamente conceituada, nacional e internacionalmente, fornecedora de obras de referência e grandes empreendimentos, não só no nosso país, como em muitos outros  de vários continentes.

Além da Revigrés, fundou ou administrou diversas outras unidades industriais e comerciais em vários concelhos.

 Há relativamente poucos anos, deixou a administração daquela empresa, que era a menina dos seus olhos.

Este HOMEM, pelo seu humanismo, pelo seu empenhamento, pela sua inteligência e pelo que disponibilizou dos seus bens em prol da comunidade barroense, apesar de ter deixado a nossa convivência física, continuará eternamente vivo na nossa memória.

Por isso, como crente, estou certo que Deus o terá incluído no rol dos seus eleitos.

 

                                                               JAIME CALDEIRA

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«AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO» PDF Imprimir EMail
Escrito por victor cardoso   
Quinta, 19 Julho 2007

ESPAÇO AMIZADE: NOVO TEXTO DE MARIA MAGDALA «AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO» LÊ AQUI

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Última actualização ( Sexta, 20 Julho 2007 )
 
"Ama o próximo como a ti mesmo" PDF Imprimir EMail
Escrito por Maria Magdala   
Quinta, 19 Julho 2007
"Ama o próximo com a ti mesmo"

"Evangelho segundo S. Lucas 10,25-37.

Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o 
experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»
Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu 
coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o 
teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.»
Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem 
é o meu próximo?»
Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém 
para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o 
despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando o meio morto.
Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao 
vê-lo, passou ao largo.
Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, 
passou adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, 
encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, 
colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e 
cuidou dele.
No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, 
dizendo: trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando 
voltar"
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu 
nas mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: 
«Vai e faz tu também o mesmo.» "

No passado domingo fui à missa. Apesar de ser bastante contestatária à 
filosofia da nossa Igreja, quando vou, gosto de ouvir o que por lá se 
diz e tentando entender as palavras que me chegam aos ouvidos executo 
quase que automaticamente um exercício de tradução do sentido figurado 
das palavras proferidas transportando-as e aplicando-as à vida 
quotidiana. O texto acima transcrito foi objecto de uma das leituras, 
lamento, mas não me recordo se da primeira se da segunda, sendo também 
objecto da homilia. E disse mais ou menos assim o pároco: Na maioria 
das vezes estamos preocupados em fazer o bem ao nosso próximo de forma 
a dar cumprimento às escrituras sagradas e esquecemo-nos que o nosso 
próximo está mesmo ali ao lado, o nosso próximo é também a nossa 
mulher, o nosso marido, os nossos filhos ou os nossos pais! E digo eu 
que nem me entendo muito crente: bem-haja Sr. Padre porque tocou na 
mouche! Tantos e tantos de nós nos dizemos crentes e devotos e 
tratamos quem nos ama com desprezo, indiferentes às suas lágrimas de 
dor na maioria das vezes causadas pelas "pancadas" que nós próprios 
lhe damos depois de os despojarmos de toda a alegria de viver.
"Ama o próximo como a si mesmo" Que significa isto? Para entender a 
profundidade desta frase, deveríamos partir de nós mesmos, ou seja, 
cada qual procurando conhecer a si mesmo. Sócrates, na sua maiêutica, 
leva cada um de seu interlocutor a reflectir sobre si mesmo no sentido 
de tomar consciência da sua própria ignorância, e com isso adquirir o 
verdadeiro conhecimento. Como o conhecimento tem relação directa com o 
bem, quanto mais a pessoa sabe, menos mal pratica. Talvez não passemos 
de simples ignorantes convencidos que somos detentores do saber 
supremo. Talvez a nossa arrogância e prepotência seja de tal ordem 
elevada que nos vende os olhos e nos impeça de ver o evidente, o 
essencial, que a grandeza da nossa alma começa pelos actos simples de 
amor, de compreensão, e está à distância de um estender de mão.

Termino com uma reflexão de "Thomas Merton" um monge que pela sua vida 
e obra inspira em muitos, a busca da vida contemplativa. Diz ele que a 
contemplação é "a mais alta expressão de vida intelectual e espiritual 
do homem" e um factor de renovação de um mundo onde vigore a paz e a 
justiça. "...É claro que amor significa muito mais do que mero 
sentimento, muito mais do que favores isolados e esmolas superficiais. 
Amor significa uma identificação interior e espiritual com o próximo, 
de tal maneira que a pessoa não mais o vê como 'objecto' ao 'qual' se 
'faz o bem'. O facto é que um bem feito a outro como objecto tem pouco 
ou nenhum valor espiritual. O amor assume o próximo como outro eu, e o 
ama com toda a imensa humildade, discrição, reserva e reverência sem 
as quais ninguém pode pretender entrar no santuário da subjectividade 
do outro. Devem estar necessariamente ausentes desse amor toda 
brutalidade autoritária, toda exploração, dominação e condescendência. 
Os santos do deserto eram inimigos de qualquer expediente, subtil ou 
grosseiro, ao qual 'o homem espiritual' recorre para intimidar os que 
acha inferiores a si mesmo, gratificando assim seu próprio ego. Eles 
renunciaram a tudo o que cheirasse a punição e vingança, por mais 
oculto que pudesse estar."

Texto enviado por M.Magdala Escrever Comentário (0 Comentários)
Última actualização ( Sexta, 20 Julho 2007 )
 
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